Quando estiver no Paraná, não deixe de visitar Ponta Grossa
para ver de perto os incríveis arenitos milenares e os profundos lagos
do Parque Estadual de Vila Velha. Eu já contei um pouco da história
desse lugar e expliquei como é visitar os arenitos neste post. Agora, eu compartilho contigo como é a visita aos lagos.
As furnas – como são oficialmente
chamados esses lagos – são, na verdade, rupturas de canais aquáticos
subterrâneos que demoraram milhares de anos para serem formadas até
ficarem como hoje podem ser vistas. Essas imensas crateras de formatos
circulares têm profundidades superiores a 100 metros, sendo que
aproximadamente a metade está coberta pela água que brota do lençol
freático e da própria rocha que drena a água das chuvas.
A plataforma por onde podiam caminhar os visitantes.
O elevador que não funciona mais, na primeira furna.
São ao todo três os lagos do Parque
Estadual de Vila Velha. Na primeira delas foi instalado um elevador que
descia 54 metros até o espelho d’água, de forma que os visitantes
podiam caminhar sobre uma pequena plataforma, e contemplar essa
maravilha da natureza bem de perto. Infelizmente, o elevador não está
mais em operação e nós temos que nos contentar em ver parte do lago do
alto, nos desviando da vegetação.
A sorte é que nessa mesma furna há um
mirante que tem uma vista até legal da cratera. Mas, claro, nada se
compara à possibilidade de descer até lá dentro. Seria incrível!
O segundo lago está a uma pequena
caminhada daqui. As crateras são bastante semelhantes em sua formação,
mas esta é ainda maior e tem um formato mais oval. Seguindo adiante,
depois de um pequeno trecho de ônibus, paro novamente para ver o famoso
Lago Dourado.
As gotas de água que escorrem do paredão formam arco-íris quando o sol aparece.
A segunda furna – ou o que dá pra ver dela.
A origem desta grande porção de água é a
mesma dos outros lagos do Parque Estadual de Vila Velha, mas aqui o
processo de erosão – que levou milhares de anos – fez com que a lâmina
d’água ficasse mais próxima da superfície. No lago vivem algumas
espécies de peixes que sobem à correnteza do pequeno riacho que interage
com a lagoa.
Apesar de ter o nome de Lago Dourado, os
visitantes não podem ver suas águas nessa cor. O fato é que esse
fenômeno só acontece no fim da tarde, quando o sol se posiciona de forma
que as águas passam a parecer ouro líquido, mas como as visitas
acontecem bem antes disso, somos impedidos de ver essa maravilha.
O Lago Dourado que só fica da cor de outro no fim da tarde.
Um dos peixes que vivem por aqui.
Planeje sua visita aos lagos do Parque Estadual de Vila Velha
Como chegar |
O Parque Estadual de Vila Velha fica na cidade de Ponta Grossa, a 80
quilômetros de Curitiba. Para chegar aqui você deve seguir pela BR-317. A
entrada para o Parque fica na margem esquerda da pista e há placas
identificando o acesso.
De ônibus, partindo de Curitiba, quem faz a viagem é a Princesa dos Campos. Do Terminal de Oficinas, em Ponta Grossa, partem os ônibus da linha Vila Velha que faz o trajeto até o Parque.
Os lagos do Parque Estadual de Vila
Velha ficam a apenas três quilômetros dos arenitos, mas como o acesso é
feito por uma estrada que passa fora do Parque. Não é permitido entrar
na área dos lagos sem o acompanhamento de guias e, claro, não é
permitido nadar nas furnas.
Quando ir |
Como fica a uma altitude de 917 metros acima do nível do mar, o clima
por aqui é sempre agravável. Mesmo no verão, quando as temperaturas são
mais elevadas, caminhar pela trilha é agradável. Os meses mais
concorridos são dezembro e janeiro, por causa das férias escolares. Em
dias de chuva, o Parque é fechado para visitantes devido ao risco de
raios. O parque funciona das 8h30 às 15h30 e não abre nas terças-feiras.
A guia do Parque dá as primeiras instruções antes da visita.
Quanto custa |
Brasileiros pagam R$ 10 para visitar os arenitos. O passeio completo,
que inclui a trilha nos arenitos, a visita às furnas e à Lagoa Dourada
custa R$ 18. Estrangeiros pagam R$ 15 e R$ 25, respectivamente. Nesses
valores estão inclusos o transporte interno e a orientação dos guias do
Parque. Idosos, crianças de até seis anos e portadores de necessidades
especiais não pagam a entrada.
Para fazer o passeio pelas furnas é
preciso seguir até à recepção do Parque para comprar o ingresso. Aqui,
você terá que aguardar o ônibus com o guia que lhe conduzirá pelo
passeio.
Onde comer
| Dentro do Parque há uma lanchonete que vende salgados e lanches
rápidos. Ao longo da rodovia também há restaurantes e lanchonetes. Os
pratos mais tradicionais dos Campos Gerais, essa região paranaense, têm
suas origens na culinária tropeira, holandesa e alemã.
Onde ficar
| Em Curitiba, os hotéis mais baratos ficam na região do Centro, que
diferente de outras partes do Brasil é movimentado de dia e à noite.
Aqui, eu fiquei no Curitiba Lizon Hotel,
localizado praticamente em frente à estação rodoferroviária, ideal para
quem vai fazer deslocamentos de trem, de carro ou de ônibus. O hotel
tem estacionamento, um variado café da manhã e o atendimento é
agradável.
Daqui para o Largo da Ordem, o centro
histórico da capital, você leva cerca de 20 minutos caminhando. Se
preferir, basta atravessar a rua para usar o transporte público. O tubo –
ponto de ônibus – fica exatamente em frente ao hotel.
Se quiser ficar em uma das áreas mais nobres da cidade, sua opção deve ser o bairro Batel.
Quem leva | A Special Paraná
tem pacotes que incluem o traslado, a entrada no parque e uma visita à
comunidade rural menonita Witmarsun, na cidade de Palmeira. A agência
faz apenas passeios privativos e é considerada uma das mais tradicionais
do Paraná. Durante todo o tempo você será acompanhado por um guia
experiente que lhe dará todas as informações necessárias. Esse passeio
custa R$ 305, por pessoa.